Geórgia reprime motim em base militar

A Geórgia informou que encerrou um breve motim em uma base militar perto da capital, Tbilisi, hoje. O problema começou após a prisão de um ex-comandante das forças especiais, acusado de fazer planos para atrapalhar exercícios da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O presidente Mikhail Saakashvili disse, em um discurso televisionado, que o motim foi um caso isolado e a situação está sob controle no país. "Eu pessoalmente liderei as negociações com os amotinados e sugeri que eles largassem as armas e se entregassem à polícia", disse Saakashvili. O presidente sugeriu que seria usada a força, caso eles se negassem a obedecer.

AE-AP, Agencia Estado

05 de maio de 2009 | 11h12

O motim ocorreu após o anúncio do Ministério do Interior de que descobriu um plano, apoiado pela Rússia, para derrubar o governo. A pasta informou que prendeu suspeitos no caso. O ministro da Defesa disse que o motim foi uma resposta a prisões ocorridas na noite anterior. Porém o Ministério do Interior depois voltou atrás e disse que os golpistas, apoiados por tropas russas, tinham como objetivo principal atrapalhar exercícios militares da Otan marcados para começar amanhã, na Geórgia.

Um funcionário no escritório de Saakashvili disse que o motim foi controlado e a intenção parecia mesmo ser atrapalhar os exercícios da Otan. Segundo essa fonte, não há evidências de tentativa de golpe. A Rússia, que travou uma breve guerra com a Geórgia no ano passado, criticou duramente os exercícios, que segundo Moscou encorajarão Saakashvili a reconstruir seu devastado Exército.

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