Geração pós-Stroessner chega às urnas

Votou ontem, pela primeira vez, uma geração que nasceu após o fim da ditadura do general Alfredo Stroessner, derrubado em 1989 e morto em 2006, em Brasília. Quase 15% dos eleitores não assistiram ao terror do regime que governou o país durante 35 anos.Hoje a dinastia Stroessner já não tem poder. Seu herdeiro político, o neto Gustavo Alfredo Stroessner Domínguez, tentou disputar a convenção do Partido Colorado para a corrida presidencial, mas fracassou. O sociólogo Bernardino Cano Radil afirma: "Como fenômeno político e cultural, o stroessnismo extinguiu-se." Os paraguaios não sentem saudade de Stroessner. Cano Radil ressalta que resquícios da ditadura existem na arbitrariedade do poder e na impunidade da corrupção.

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