Carlos Humberto|Divulgação
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Gilmar repudia prisão de juízes após golpe na Turquia

Em nota, o ministro cobrou uma manifestação do governo brasileiro sobre os acontecimentos

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

18 de julho de 2016 | 18h54

BRASÍLIA - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, repudiou a prisão de juízes e promotores acusados de terem apoiado o golpe na Turquia, nesta segunda-feira. Em nota, o ministro cobrou uma manifestação do governo brasileiro sobre os acontecimentos. Ele afirmou ainda que vai pedir providências à Comissão de Veneza e ao instituto internacional para Democracia e Assistência Eleitoral (Idea).

"A Justiça Eleitoral brasileira pugna pela liberdade de expressão e repudia prisões sem individualização de conduta ou destituída de provas. Maior democracia da América Latina, o Brasil tem uma população superior a 202 milhões de habitantes, sendo necessária uma manifestação firme por parte das autoridades brasileiras a respeito destes graves fatos que atentam contra a garantia dos direitos dos cidadãos da Turquia", diz o texto.

As primeiras prisões ocorreram ontem e foram ordenadas pelo órgão de controle de magistrados e procuradores da Turquia. A ação dá prosseguimento à promessa do governo de "limpar" o Estado de opositores depois da fracassada tentativa de golpe, na última sexta. Até a manhã de hoje, 7,5 mil pessoas haviam sido presas, entre elas 755 magistrados. Outros 3 mil mandados de prisão foram decretados contra juízes e procuradores.

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