Gingrich critica contratos do Brasil nos EUA

O Brasil virou munição na disputa entre os pré-candidatos republicanos à Casa Branca. Na noite de domingo, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Newt Gingrich criticou duramente a escolha dos A-29 Super-Tucanos, da Embraer, em uma licitação da Forca Aérea americana para a compra inicial de 20 de jatos leves, cujo valor alcançara US$ 355 milhões.

DERRY, NEW HAMPSHIRE, O Estado de S.Paulo

10 de janeiro de 2012 | 03h06

Gingrich ainda atacou o presidente Barack Obama por ter dado aval a um contrato de US$ 2 bilhões em petróleo a ser extraído da camada pré-sal, durante sua visita em março ao Brasil.

Em um auditório da Academia Pinkerton, em Derry, Gingrich defendeu as alternativas nacionais em detrimento do Brasil. No caso dos jatos leves, a empresa Hawker Beechcraft, do Estado do Kansas - que foi à Justiça e suspendeu a venda da Embraer. No caso do petróleo, a exploração dos poços no Alasca, no Golfo do México e no Texas.

"Não entendo como o governo permitiu que o Brasil vencesse essa concorrência", afirmou Gingrich a uma plateia de cerca de 400 pessoas. "O presidente Obama quer ser o chefe dos vendedores do petróleo brasileiro enquanto eu serei o chefe dos vendedores dos produtos e serviços americanos", completou.

O candidato compete nas primarias de New Hampshire, hoje, em clara desvantagem. Com grande parcela de votos independentes e democratas, ele deve ter ao redor de 10% das preferências. / D.C.M.

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