Gingrich critica plano de compra de petróleo do Brasil

O Brasil foi usado ontem, pela segunda vez, como meio de crítica do pré-candidato republicano à Casa Branca Newt Gingrich à política de governo do presidente americano, Barack Obama. Em campanha pela primária de seu partido na Flórida, Gingrich atacou a decisão de Obama de avalizar o contrato de compra futura de US$ 2 bilhões em petróleo, a ser extraído da camada de pré-sal. O compromisso foi assinado durante a visita de Obama ao Brasil, em março de 2011.

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2012 | 03h00

Gingrich valeu-se desse caso para qualificar Obama de lunático. "Ele não opera no mesmo planeta que você e eu", afirmou Gingrich, em comício em um hangar da companhia aérea Dolphin Aviation, em Sarasota, Flórida.

Líder nas pesquisas de opinião entre os eleitores da Flórida para a primária de terça-feira, Gingrich disse que Obama é "radical" ao limitar a extração de petróleo no Alasca e no Golfo do México, impedir a construção do oleoduto Keystone XL e preferir buscar o produto em outros mercados, como o brasileiro. A iniciativa, segundo ele, onera o país, impede a criação de mais postos de trabalho e aumenta o preço interno da gasolina.

No dia 9, o ex-presidente da Câmara criticara o governo Obama por ter permitido à Força Aérea a escolha dos A-29 Super Tucano, da Embraer, em um processo de licitação para a compra de 20 aviões, desqualificando a companhia Hawker Beechcraft, que entrou com um processo para que a concorrência seja revista.

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