Jeff Haynes/Reuters
Jeff Haynes/Reuters

Gingrich tem vantagem em Estados-chave

Segundo pesquisa, ex-presidente da Câmara é o favorito na Carolina do Sul e na Flórida

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2011 | 03h04

WASHINGTON - Com pouco mais de um mês para o início das primárias, o pré-candidato republicano Newt Gingrich consolidou sua vantagem na disputa republicana. Nas pesquisas, o ex-presidente da Câmara dos Deputados abriu distância de seu rival mais próximo, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, em dois Estados-chave: Carolina do Sul e Flórida.

As pesquisas indicam que Gingrich conta com o apoio de 42% dos eleitores da Carolina do Sul, que realizará as primárias dia 21 de janeiro. O novo número representa um aumento de 35 pontos desde outubro. Romney conta com apoio de 23%. Uma grande desvantagem em um dos Estados mais importantes, pois seu vencedor costuma se tornar o candidato republicano.

Na Flórida, o avanço foi ainda mais significativo, com um aumento de 38 pontos nos últimos dois meses. O resultado coloca Gingrich com 44% das intenções de votos e Romney com 29%.

No debate do sábado à noite, o primeiro desde que assumiu a liderança, Gingrich se saiu bem. No embate, seus rivais questionaram sua capacidade de julgamento e tentaram construir a imagem de uma pessoa dura e petulante. Mas Gingrich procurou responder de maneira tranquila.

Romney foi incisivo ao comparar sua experiência de empresário com a de Gingrich em Washington. "Não precisamos de pessoas que passaram a vida inteira em Washington", declarou. E acrescentou que sua experiência como chefe de uma empresa de capital privado o tornava mais apto a reverter a crise. Enquanto os parlamentares Michele Bachmann e Ron Paul acusaram Gingrich de lucrar com seus contatos e levar dinheiro - US$ 1,6 bilhão - dos contribuintes quando a Freddie Mac foi socorrida pelo governo federal.

De sua experiência restrita a Washington, Gingrich respondeu com um ataque: "Você só não se tornou um político de carreira porque perdeu para Teddy Kennedy em 1994", disse a Romney, que naquele ano foi derrotado na eleição para o Senado de Massachusetts, o mesmo Estado que o elegeu governador posteriormente. No caso da Freddie Mac, defendeu-se dizendo que não foi lobista da gigante da habitação - socorrida durante a crise imobiliária -, mas que ofereceu uma "consultoria estratégica".

No debate, Gingrich também foi questionado pelo passado de problemas conjugais. E, nesse caso, optou por reconhecer a infidelidade. "Digo abertamente que errei algumas vezes. E apelei a Deus por perdão", respondeu, acrescentando que são os eleitores que devem julgá-lo. / AP

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