Mike Segar/Reuters
Mike Segar/Reuters

Giuliani defende presença militar dos Estados Unidos no Afeganistão

Ex-prefeito de Nova York afirma que 11 de setembro ainda faz parte do presente dos americanos

Efe

06 Setembro 2011 | 20h58

ESPECIAL: Dez Anos do 11 de Setembro

 

WASHINGTON - Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York na época dos atentados de 11 de setembro, disse acreditar nesta terça-feira, 6, que os Estados Unidos devem manter sua presença militar no Oriente Médio porque estabelecer uma data exata para a retirada das tropas do Afeganistão será um "erro".

 

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"Temos que permanecer no Oriente Médio até que uma quantidade significativa de pessoas desta região deixe de articular a morte dos americanos", afirmou o republicano em entrevista coletiva no Clube Nacional de Imprensa de Washington. A coletiva foi marcada por ocasião do 10º aniversário dos atentados contra o World Trade Center e o Pentágono.

 

Giuliani defendeu que as ofensivas americanas no Afeganistão e Iraque foram fundamentais para evitar novos atentados durante os últimos dez anos. "Confirmar uma data para deixar o Afeganistão é o mais perigoso erro que podemos cometer. Assim não se pode ganhar uma guerra, porque desmoralizamos e pressionamos as nossas tropas. A ofensiva no Afeganistão pode acabar amanhã, ou dentro de seis anos, ou até quando a ameaça terrorista desaparecer", declarou.

 

O ex-prefeito, que nos últimos meses insinuou que poderia voltar a se candidatar às eleições presidenciais, desta vez em 2012, analisou também a segurança nos Estados Unidos após os ataques de 2001. No entanto, sua possível nova candidatura também acabou como um dos assuntos discutidos na entrevista.

 

"Acho difícil que meu partido me indique como candidato à Casa Branca, porém a hipótese também não foi descartada", disse Giuliani, que em 2008 viu frustradas suas aspirações presidenciais nas eleições primárias do Partido Republicano na Flórida, onde perdeu para John McCain.

 

Na opinião do ex-prefeito de Nova York, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, perderia as eleições se elas fossem realizadas neste ano. "Os americanos estão fartos dos resultados negativos da situação econômica atual", afirmou.

 

"Obama tem na quinta-feira, no discurso que pronunciará no Congresso sobre emprego, sua última oportunidade para se mostrar moderado. Caso contrário, continuará com essas ideias pouco realistas sobre a economia, podendo perder as eleições", acrescentou Giuliani, que ganhou o reconhecimento de todo o país por sua liderança após os ataques.

 

O político disse ainda que o 11 de Setembro "ainda não é parte da história dos EUA, mas de seu presente". "Meu maior temor é que o povo pense que, já no décimo aniversário dos ataques, isso tudo acabou, e não é assim. Pearl Harbor faz parte de nossa história, mas o 11 de setembro é nosso presente", alegou.

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