Giuliani e Hillary lideram intenções à Presidência nos EUA

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira pela Rasmussen Reports mostra Rudy Giuliani, o homem que encarnou como ninguém a luta contra os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, como líder nas intenções de voto para as primárias de seu próprio partido à Presidência dos Estados Unidos, na frente inclusive do senador John McCain, tido como um forte pré-candidato. A pesquisa mostra um empate de Giuliani com a senadora do Partido Democrata, também por Nova York, Hillary Clinton, em uma hipotética disputa pelo cargo em 2008. Em outras disputas virtuais, Giuliani bateria candidatos democratas como o senador Barack Obama ou o ex-vice-presidente Al Gore. No entanto, muitos analistas recordam que as posições controvertidas de Giuliani em temas sociais o distanciam das bases conservadoras do Partido Republicano. Giuliani apóia o casamento entre homossexuais, o aborto, a pesquisa com células-tronco e a restrição do uso de armas de fogo. John McCain, o senador republicano pelo Arizona, também anunciou que criará um comitê de prospecção para sua candidatura é integra um quadro moderado dos republicanos. Entre os republicanos, o único a tornar oficial sua aspiração presidencial foi o deputado californiano Duncan Hunter. Novos aspirantes devem se juntar a Duncan, como o governador de Massachusetts, Mitt Romney, o senador Bill Frist e o governador de Arkansas, Mike Huckabee. A princípio, nenhum deles tem o nome nem a força política de Giuliani, que chegou a ser conhecido nos EUA como "o prefeito da América". Caso participe das eleições primárias do Partido Republicano, este será o último grande desafio de um homem tão polêmico quanto carismático. Giuliani está muito próximo do estereótipo do nova-iorquino. Neto de imigrantes italianos, rude e direto no trato, torcedor fanático da equipe de beisebol dos Yankees, ele é um cara durão. Nos oito anos em que dirigiu a Prefeitura de Nova York (1994-2002), reduziu a níveis nunca antes vistos o crime na cidade, graças à política de tolerância zero que lhe valeu muitas críticas pelos abusos policiais.

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