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Globovisión foi vendida porque sabem que vencerei, diz Maduro

Segundo candidato chavista, donos de canal crítico ao chavismo deixarão a Venezuela em caso de vitória do governo no domingo

estadão.com.br,

10 de abril de 2013 | 12h04

 CARACAS - Os donos do canal privado Globovisión, muito crítico do governo, venderam a emissora porque sabem que a oposição perderá as eleições presidenciais de domingo , afirmou na terça-feira, 9,  o presidente interino da Venezuela e candidato chavista, Nicolás Maduro.

 

"Eles venderam esta fábrica televisiva porque sabem que iam perder as eleições e se vão deste país", disse Maduro durante um evento em homenagem ao falecido presidente Hugo Chávez em um parque do centro de Caracas, segundo o diário El Universal. "Seguramente se abrirão as comportas desta fábrica televisiva à democracia verdadeira, ao respeito ao povo", completou Maduro.

 

No comício, Maduro usou um chapéu de palha adornado com um pássaro artificial no topo durante um ato de campanha para as eleições de domingo.

 

Na semana passada, ao iniciar oficialmente a campanha eleitoral, Maduro disse que o "espírito de Hugo Chávez" se manifestou para ele na forma de um "passarinho" e o abençoou, comentário que gerou críticas da oposição e muita repercussão nas redes sociais.

 

"Vejam que lindo, (o chapéu) me foi dado por um amigo da Nicarágua. Que bonito, tem um passarinho. Parece um chapéu vietnamita, do exército de Ho Chi Minh", afirmou hoje Maduro.

 

Porém, durante o ato desta terça no estado de Vargas, Maduro não fez comentários sobre a comparação entre o pássaro e Chávez. 

 

A venda da maioria acionária da Globovisión foi anunciada há um mês pela direção do canal, que citou pressões políticas do governo e o acúmulo de processos que tornam o canal "inviável".

 

 

A direção informou que a venda será concretizada após as eleições presidenciais de domingo, disputa em que Maduro enfrentará o candidato opositor Henrique Capriles. O canal deve ser comprado por Juan Domingo Cordero, um empresário próximo do chavismo. / COM EFE

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