Globovisión será vendida a aliado do governo chavista

A Globovisión, a última rede de televisão crítica do governo da Venezuela, será vendida a Juan Domingo Cordero, presidente da companhia de seguros La Vitalícia. O empresário é considerado um aliado dos atuais dirigentes socialistas. O anúncio foi feito ontem por Guillermo Zuloaga, dono de 80% da emissora - os outros 20% pertencem ao governo, após terem sido expropriados de um empresário.

Agência Estado

12 de março de 2013 | 01h16

O valor do negócio não foi divulgado, mas só será concretizado em 14 de abril, data das eleições presidenciais na qual o presidente interino Nicolás Maduro, herdeiro político do líder bolivariano Hugo Chávez, irá se defrontar com o oposicionista Henrique Capriles.

Zuloaga justificou a venda da Globovisión por causa da intensa campanha do governo para sufocar financeiramente a emissora, por meio de multas de milhões de dólares e pressões regulatórias. "Nós estamos economicamente inviáveis, porque a nossa receita não cobre as despesas. Não podemos nem mesmo elevar os salários para compensar a inflação", disse Zuloaga, em carta aos funcionários.

A expectativa é que a linha editorial da Globovisión mude sob nova direção. Muitos jornalistas podem perder seus empregos por confrontar abertamente o governo. Como a venda só será feita após 14 de abril, há ainda o temor de que os jornalistas do canal possam exercer uma autocensura, um fenômeno comum sob o governo chavista. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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