Golfo evita debater mudança em rota do petróleo

Ministros do petróleo do Golfo Pérsico se reuniram neste domingo em Abu Dabi, mas evitaram discutir opções para alterar uma rota de transporte de petróleo, como medida preventiva para mitigar o impacto de possíveis bloqueios no Estreito de Ormuz.

AE, Agência Estado

25 de dezembro de 2011 | 15h53

Os ministros do Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico, ou GCC, recomendaram no encontro a aprovação de uma lei mineira unificada e examinaram a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas bem como o Protocolo de Kyoto, informou o bloco de seis nações em um comunicado.

A Marinha do Irã começou no sábado um exercício de dez dias em águas internacionais perto do Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para a indústria do petróleo. A manobra, batizada "Velayat 90", pode aproximar os navios iranianos de embarcações dos EUA que estão na região.

Os exercícios serão realizados em uma extensão de dois mil quilômetros de mar no Estreito de Ormuz, norte do Oceano Índico e Golfo de Áden, perto da entrada do Mar Vermelho, segundo noticiado pela emissora estatal de televisão do Irã.

O Estreito de Ormuz tem uma significância estratégica, pois serve de passagem para quase um terço do tráfego global de navios-tanque de petróleo. A Marinha dos EUA mantém sua Quinta Frota, que tem base no Kuwait, em atividade na região. Além disso, navios de guerra de diversos outros países patrulham a área para impedir a atuação de piratas.

"Estamos preocupados com os movimentos do Irã e há conversas informais entre os ministros sobre isso... No entanto, não há necessidade de tomar qualquer ação até que algo grave aconteça", disse um alto oficial de petróleo do Golfo Pérsico.

O Irã vinha negando que os exercícios de guerra levariam a um bloqueio da rota. No entanto, as tensões entre o Ocidente e o Irã aumentaram em meio ao controverso programa nuclear do país persa. Um parlamentar iraniano advertiu no domingo passado que Teerã poderia bloquear o Estreito de Ormuz caso fosse decretado um embargo internacional do petróleo, citando sanções propostas pelos EUA contra o banco central do Irã.

Além disso, as nações europeias estão considerando uma proibição regional sobre o petróleo iraniano e se reuniram com oficiais de países do Golfo Pérsico na terça-feira, em Roma, para procurar possíveis substituições para o fornecimento de petróleo. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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