Golpista na Tailândia descarta reformas em Mianmá

Repressão contra manifestações populares já matou 15 pessoas, inclusive um jornalista japonês

Efe,

01 de outubro de 2007 | 06h58

O líder do último golpe de Estado na Tailândia, ano passado, descartou nesta segunda-feira, 1, que a Junta Militar da vizinha Mianmá (antiga Birmânia) decida promover reformas democráticas em um futuro próximo, apesar da pressão internacional por causa da repressão aos recentes protestos. "Os líderes militares (birmaneses) têm sua própria postura, e será muito difícil mudarem. Qualquer pressão para haver democracia lá é muito difícil", declarou o general Sonthi Boonyaratglin a uma televisão tailandesa. Ele foi o chefe do levante que depôs o primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, em setembro do ano passado. O presidente do Conselho de Segurança Nacional (CSN) da Tailândia disse que a Junta Militar birmanesa está consolidada no poder há tanto tempo que não cederá às exigências dos religiosos e da comunidade internacional. Até o momento, a repressão das manifestações pacíficas lideradas por monges budistas em Rangun e outras cidades causaram a morte de pelo menos 15 pessoas. Entre elas, estão vários religiosos e um jornalista japonês, no maior levante popular contra o regime ditatorial em quase duas décadas. A antiga Birmânia é governada pelos militares desde 1962 e não realiza eleições parlamentares desde 1990. No domingo, Sonthi deixou a chefia do Exército tailandês para assumir o novo cargo de vice-primeiro-ministro para Assuntos de Segurança, anunciou o Executivo. No entanto, o general seguirá à frente do CSN até o órgão ser dissolvido antes das eleições gerais de 23 de dezembro.

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