Golpista pede intervenção externa no norte do Mali

O chefe da junta militar que tomou o poder no Mali pediu uma intervenção internacional contra a expansão do radicalismo islâmico e os rebeldes tuaregues, que anunciaram a consolidação de sua tomada do norte do país - e o subsequente fim de suas operações de combate. "Se as grandes potências têm sido capazes de atravessar oceanos para lutar contra essas estruturas fundamentalistas no Afeganistão, o que as impede de vir aqui?", questionou o capitão Amadou Sanogo, ao jornal francês Libération.

BAMAKO, O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2012 | 03h01

Na Costa do Marfim, militares dos países que fazem fronteira com o Mali encontraram-se para avaliar a possibilidade de uma intervenção militar para reverter o golpe de Estado que derrubou o presidente Amadou Touré, no dia 22, e preservar a integridade territorial do país - dividido em dois desde a quartelada do mês passado. O chanceler francês, Alain Juppé, ofereceu apoio logístico para a operação. Considerado o grande vencedor da ofensiva rebelde no norte malinês, Iyad Ag Ghaly, líder do movimento tuaregue Ansar Din - que tem raiz muçulmana e estaria ligado à Al-Qaeda do Magreb Islâmico -, afirmou à agência France Presse que pretende agora ser um combatente "a serviço do Islã" em luta contra "os infiéis".

Já o porta-voz do Movimento Nacional pela Libertação do Azawad (o norte malinês), Moussa Ag Assarid, reforçou ontem a declaração de que acabaram as operações de combate na região, anunciando oficialmente o cessar-fogo e afirmando que seu grupo permitirá a entrada de ajuda humanitária. Ontem, diplomatas do consulado da Argélia em Gao, no norte do país, foram sequestrados. / EFE, AFP e AP

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