Golpistas aceitam volta do presidente a São Tomé e Príncipe

A junta militar que tomou o poder na ex-colônia portuguesa de São Tomé e Príncipe na semana passada, enquanto o presidente encontrava-se no exterior, disse aceitar o retorno do mandatário, informa um membro da delegação internacional que tenta negociar uma saída para a crise. ?Desde o primeiro momento das conversações, a junta concordou com o retorno do presidente?, disse o ministro do Interior de Angola, Oswaldo van Dunen. O presidente Fradique de Menezes estava na Nigéria quando o golpe foi desfechado em São Tomé e Príncipe, um país pobre, mas rico em petróleo, formado por duas ilhas. Espera-se o retorno de Fradique ainda nesta segunda-feira, ou amanhã. A comissão de países africanos tenta negociar a volta da nação ao poder civil. Os líderes do golpe anunciaram no domingo que haviam decidido libertar membros do governo que estavam aprisionados em instalações militares. Eles ficarão sob prisão domiciliar. A junta militar, liderada pelo major de artilharia Fernando Pereira, está sob crescente pressão, política e econômica, da comunidade internacional. A comissão internacional de mediadores é composta pela Nigéria, pela Comunidade de Países de Língua Portuguesa e a Comunidade Econômica da África Central. A agência Lusa diz que os EUA também estão representados nas negociações, que têm lugar num edifício da ONU. A região onde se localiza São Tomé e Príncipe vem ganhando importância como fonte de petróleo para o ocidente.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.