Golpistas de Guiné-Bissau ganham apoio político

O chefe do exército de Guiné-Bissau conseguiu apoio de líderes políticos a seu bem-sucedido golpe de estado que retirou do poder o presidente do país ontem. Verissimo Corrêia Seabre disse que manterá poderes presidenciais até que eleições sejam organizadas. Bissau, a capital do país que fica no oeste africano, esteve calma nesta segunda-feira. Ontem, Seabre e outros militares de alta patente derrubaram o presidente Kumba Yala. Em uma declaração, a nova junta governante disse que agiu para ?salvar a democracia?. No país, há quem diga que o golpe foi precipitado por uma ameaça do primeiro-ministro de Yala, Mário Pires, de iniciar uma guerra civil caso o Partido da Renovação Social, ao qual pertence o ex-presidente, perdesse as eleições parlamentares marcadas para outubro. Pires teria dito que a vitória da oposição no pleito geraria violência. Kumba Yala está em prisão militar. Mas a junta governante afirma que ele está livre para deixar o país ou ficar, se assim preferir.

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