Golpistas intimam líderes políticos e ampliam controle na Tailândia

Ex-premiê foi presa após ser intimada; mais de 100 lideranças se apresentam a junta militar

O Estado de S. Paulo,

23 Maio 2014 | 09h16

(Atualizada às 12h28) BANGCOC -  A ex-primeira-ministra da Tailândia Yingluck Shinawatra, destituída há duas semanas pela Justiça do país, foi presa nesta sexta-feira, 23, pelo governo militar após ser intimada pela junta que tomou o poder em um golpe de Estado e comparecer a uma base militar em Bangcoc. Ao menos dois membros de seu grupo político e integrantes da sua família seguem detidos pelo Exército.

"Nós prendemos Yingluck, sua irmã e cunhado", disse um militar de alta patente à Reuters, sem informar onde a ex-premiê está sendo mantida. Os dois parentes ocupavam altos cargos políticos do governo de Yingluck. 

Outro político que já compareceu à reunião do Exército foi o sucessor de Yingluck, Niwatthamrong Bonsongpaisan, que se encontrava em paradeiro desconhecido desde o golpe. As intimações, que levarão a uma ordem de detenção se não forem respeitadas, foram feitas pouco antes de o chefe do Exército, o general Prayuth Chan-ocha, se autoproclamar primeiro-ministro interino.

Novo premiê. O Conselho Nacional para a Paz e a Ordem (CNPO), o nome oficial da junta militar comandada por Prayuth, informou em comunicado que o general assumirá as funções administrativas do cargo de primeiro-ministro até que se encontre um novo candidato definitivo.

"Já que as leis estipulam que o primeiro-ministro autoriza ações sob a lei, o líder do CNPO, ou os indivíduos designados por ele, assumirão por enquanto a autoridade", disse o comunicado, segundo o jornal "Bangkok Post".

Prayuth, que há três dias declarou a lei marcial no país, assumiu ontem todos os poderes após considerar que as tentativas de um acordo entre o Executivo interino e os antigovernamentais fracassaram.

Nas 16 horas seguintes ao golpe, a junta militar emitiu duas ordens e 19 anúncios através das emissoras de rádio e televisão do país, que suspenderam suas programações e só transmitem músicas patrióticas e boletins de notícias do "Canal 5", de propriedade do Exército.

Esse é o 12º golpe de Estado bem sucedido cometido pelos militares na Tailândia, de um total de 19 tentativas, desde a queda da monarquia absolutista em 1932. /EFE e REUTERS

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