Golpistas não sobreviverão a isolamento, prevê Amorim

O governo do presidente de facto de Honduras, Roberto Micheletti, não sobreviverá mais do que três meses, caso os EUA, o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) confirmem as ameaças de um boicote econômico. A avaliação foi feita ontem, em Paris, pelo ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, para quem o impasse precisa terminar com urgência, sob pena de comprometer as eleições marcadas para novembro.Para Amorim, mesmo que resista às pressões já em curso, Tegucigalpa não tem meios de resistir às consequências econômicas de um eventual embargo. "Honduras é muito dependente da ajuda dos EUA, do Banco Mundial e de petróleo. O novo governo não tem possibilidade de durar dois ou três meses", estimou. "E não se trata apenas de pressão externa, mas de legitimidade internacional."Amorim descartou a possibilidade de uma intervenção militar internacional no país. O chanceler disse esperar a resolução do impasse hondurenho nos próximos "dias ou semanas", já que o prolongamento da crise pode minar a legitimidade das eleições marcadas para novembro. "Há eleições marcadas. Este governo pode considerar a hipótese de conduzir as eleições, mas ele não tem legitimidade", disse.

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