Arte/estadao.com.br
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Golpistas nomeiam chefe de esquadrão como líder no Níger

Nação africana sofreu golpe de Estado na quinta-feira; país está isolado, mas situação nas ruas já é tranquila

19 de fevereiro de 2010 | 09h51

A junta rebelde que aplicou um golpe de Estado no Níger na quinta-feira nomeou um chefe de um de seus esquadrões como líder do novo governo, anunciaram nesta sexta-feira, 19, os golpistas por meio de comunicado. O grupo golpista, que se autoproclamou o Conselho Supremo para a Restauração da Democracia, é liderado por Salou Djibo.

 

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Soldados armados atacaram o palácio presidencial com bombas e armas de fogo na quinta-feira e sequestraram o presidente Mamadou Tandja. A junta disse que queria transformar o Níger "em um exemplo de democracia e boa governança". Um diplomata na região disse que os líderes do grupo que aplicou o golpe são parte de uma facção totalmente contra as reformas de extensão de mandato promovidas por Tandja.

 

Na transmissão realizada pelos rebeldes, foi dito que o país estava sob toque de recolher e que as fronteiras estavam bloqueadas.

 

Desde o golpe, a nação rica em urânio do oeste da África foi isolada pela comunidade internacional. O bloco Oeste Africano, composto por 15 nações, expulsou Níger do grupo e os EUA cortaram as ajudas não humanitárias ao país e colocou sanções de viagens.

 

Há, porém, temores de que a junta assuma completamente o poder no país, como aconteceu no golpe de Estado ocorrido na Guiné em dezembro de 2008. Na ocasião, a junta golpista prometeu realizar eleições das quais não participariam, o que não ocorreu depois.

 

O chefe da União Africana, Jean Ping, condenou o golpe no Níger e disse que o grupo "exige um retorno rápido da ordem constitucional". Em Washington, o porta-voz do Departamento de Estado, P. J. Crowley, disse que Tandja pode ter provocado seu próprio destino "ao tentar expandir seu mandato como presidente".

 

Capital

 

A capital do Níger, Niamey, amanheceu de forma calma após o golpe, mesmo com as fronteiras do país fechadas, as garantias constitucionais suspensas e algumas unidades militares patrulhando as ruas da cidade, onde o comércio retomou suas atividades.

 

Apesar de as portas de cada quartel continuarem guardadas por veículos blindados do Exército, as repartições públicas e as escolas abriram pela manhã com normalidade e, da mesma forma, a circulação de veículos voltou ao seu ritmo habitual.

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