Golpistas vão responder por seus atos, diz general

O procurador-geral do Exército da Venezuela, general Lucas Rincón Romero, afirmou que não haverá expurgos de grandes proporções, mas os protagonistas do golpe da semana passada terão de responder pelos seus atos.O general foi perguntado pelos jornalistas sobre se haveria punição, diante da postura benevolente do presidente Hugo Chávez para com os militares golpistas, que, segundo ele, foram ?manipulados? e ?cumpriram ordens dos superiores?.?Não se trata de um macrojulgamento militar. Não há 60 nem 80 oficiais a serem julgados. O que há são rumores?, observou Rincón. ?Não há dúvida de que aqui houve golpe, e cada qual assumirá sua responsabilidade.?O próprio Rincón teve conduta ambígua durante as 48 horas em que Chávez ficou detido, incomunicável. Foi dele a versão de que o presidente havia renunciado, depois desmentida por Chávez, que, no entanto, manteve o general no posto, alegando mal-entendido na conversa que tiveram por telefone, na fatídica noite da última quinta-feira. Chávez lhe teria dito que ia ?abandonar o cargo? para ganhar tempo.Estão detidos o ex-comandante do Exército, general Efraín Vásquez, o ex-comandante da Marinha, contra-almirante Carlos Molina Tamayo, o ex-comandante da Força Aérea, brigadeiro Pedro Pereira Olivares, e o vice-almirante Héctor Ramírez, designado ministro da Defesa pelo ex-presidente interino Pedro Carmona. Estima-se que pelo menos outros seis oficiais estejam sendo investigados.Grandes Acontecimentos InternacionaisESPECIAL VENEZUELA

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