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Gonzales diz que não se lembra de ter discutido demissões

O secretário de Justiça dos Estados Unidos, Alberto Gonzales, disse nesta sexta-feira, 30, não se lembrar de ter participado das discussões sobre a demissão de procuradores federais, contradizendo o depoimento dado por seu ex-chefe de gabinete ao Congresso na quinta-feira.Enfrentando pressões para renunciar, Gonzales disse ter orientado o seu ex-assessor Kyle Sampson a avaliar os 93 procuradores federais dos EUA, a fim de determinar que mudanças seriam necessárias, e que "de vez em quando" Sampson mencionava "coisas que sugeriam que seus esforços estavam andando"."Não lembro de ter me envolvido em deliberações sobre se um procurador dos EUA deveria ou não ser convidado a se demitir", disse Gonzales a jornalistas após um fórum sobre segurança infantil na Justiça Federal em Boston.O afastamento de oito procuradores em dezembro, logo depois da vitória democrata nas eleições legislativas, transformou-se em mais uma polêmica para o governo do presidente George W. Bush, cujas taxas de aprovação foram derrubadas pela guerra do Iraque.Críticos afirmam que os afastamentos foram politicamente motivados, enquanto o governo argumenta que eles se justificaram pelo desempenho dos procuradores. Mas documentos recém-revelados mostram que as lealdades políticas dos funcionários do Departamento de Justiça também pesaram.Os procuradores podem ser nomeados ou demitidos à vontade pelo presidente, mas o governo Bush vem oferecendo explicações variadas e conflitantes sobre a razão dos afastamentos.Sampson disse na quinta-feira à Comissão Judiciária do Senado que compartilhou com seus colegas do Departamento de Justiça informações importantes sobre as demissões, apesar das declarações em contrário do secretário.

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