Governador argentino morre com tiro no rosto

O governador da província argentina de Rio Negro, Carlos Soria, foi encontrado ontem na cama de seu quarto, na casa em que vivia na cidade de General Roca, com um tiro calibre 38 em um olho e outro na testa. O governador, integrante do Partido Justicialista (Peronista) e aliado da presidente Cristina Kirchner, morreu de madrugada, às 4h47.

ARIEL PALACIOS, CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

02 de janeiro de 2012 | 03h04

Informações iniciais indicam que nos minutos prévios aos disparos que causaram sua morte, Soria, de 61 anos, teve uma discussão com sua mulher, Susana Freydoz. No início da manhã ela foi detida pela polícia para ser submetida a um inquérito. O vice-governador Alberto Weretilnek, que assumirá o posto, afirmou que a morte de Soria havia sido "um acidente doméstico". Na semana passada, o governador anunciou que checaria os 22 mil funcionários públicos da província já que, segundo ele, "um terço deles não conseguiria demonstrar que trabalha".

Peronista, nos anos 90 Soria foi aliado do então presidente Carlos Menem. Em 2002, integrou o governo do presidente Eduardo Duhalde, outro peronista, no posto de chefe do serviço secreto argentino. Com a chegada Néstor Kirchner ao poder, em 2003, Soria afastou-se da Casa Rosada. Em 2010, Cristina reaproximou-se dele. Soria foi eleito em outubro com quase 50% dos votos, derrotando a União Cívica Radical, que havia governado Rio Negro de forma ininterrupta desde 1983. Soria tomou posse dia 10 de dezembro.

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