Governador da Bahia liga para FHC e ACM aprova

O governador da Bahia, César Borges (PFL) negou que, em telefonema ao presidente Fernando Henrique Cardoso na terça-feira, tenha conversado sobre uma possível articulação para isolar o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). "É absurdo alguém pensar que eu tenha tomado qualquer atitude contra o senador: se existe alguém leal e amigo de Antonio Carlos Magalhães esse alguém sou eu", declarou. Ele disse que o telefonema foi para manifestar sua preocupação quanto a uma suposta retaliação do governo federal contra a Bahia, por causa da posição crítica de ACM. "O presidente me garantiu que não haverá retaliação", disse. Conforme Borges, o contato com Fernando Henrique teve a aprovação de Magalhães. Na conversa com Fernando Henrique, o governador baiano manifestou sua preocupação com três setores que dependem de verbas do Planalto, a recuperação das estradas federais, os projetos de irrigação do Baixio de Irecê e Salitre, além do plano de socorro à lavoura cacaueira. "O atraso nas liberações de verbas para esses setores, segundo o presidente, é um problema orçamentário e não de retaliação", contou. Borges ficou de levar os pleitos da Bahia ao presidente num encontro a ser agendado. Nos últimos dias, o governador visitou quatro ministros em Brasília e na próxima semana pretende conversar com mais seis para "defender os interesses da Bahia". Só não está na agenda de Borges os peemedebistas Eliseu Padilha, dos Transportes, e Fernando Bezerra, da Integração Nacional. "Por enquanto estou procurando apenas os ministros com os quais temos relações mais cordiais, não pretendo procurar o Padilha porque já enviei dezenas de pedidos reivindicando o conserto da malha viária federal na Bahia e nunca fui atendido" disse. Quanto a Bezerra, Borges observou que, do mesmo modo, cansou de pedir a liberação dos recursos para os projetos de irrigação no Estado, sem ser ouvido.

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