SeanGardner/AFP
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Governador da Louisiana entra na corrida republicana pela Casa Branca

Jindal, de 44 anos, fez história em 2008 ao se tornar o primeiro governador de origem indiana dos Estados Unidos

O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2015 | 19h34

WASHINGTON - O governador da Louisiana e primeiro político de origem indiana a comandar um Estado nos EUA, Bobby Jindal, anunciou nesta quarta-feira, 24, ter entrado na disputa das prévias do Partido Republicano para a Casa Branca em 2016. Ele tornou-se assim o 13º pré-candidato do partido, um número inédito na história recente da legenda. 

Ele comunicou sua decisão em um evento na noite desta quarta-feira. Mais cedo, porém, havia feito o anúncio em uma mensagem em sua conta no Twitter, com um link para um vídeo divulgado em seu site de campanha. Na gravação, Jindal aparece no jardim de sua casa junto com sua mulher, Supriya, e seus três filhos. Ela afirma a eles ter decidido pela pré-candidatura "após muito refletir sobre esta decisão". 

Jindal, de 44 anos, fez história em 2008 ao se tornar o primeiro governador de origem indiana dos Estados Unidos. Ele nasceu em Baton Rouge, capital da Louisiana, filho de uma família de imigrantes da região do Punjab.

Batizado de Piyush, aos 4 anos teve seu nome mudado pelos seus pais para Bobby, em homenagem ao seu personagem favorito da série A Família Sol-Lá-Si-Dó. Embora considerado um dos pré-candidatos com menos chances na corrida presidencial, até agora sua trajetória política foi muito bem-sucedida, primeiro como congressista e depois como governador.

Seu nome chegou a ser sondado nas primárias para as eleições de 2012, a princípio como potencial pré-candidato e depois como possível candidato à vice-presidência de Mitt Romney.

Jindal, convertido do hinduísmo ao catolicismo e com profundos valores conservadores, é considerado um importante ativo de um Partido Republicano determinado a deixar para trás a imagem de partido dos homens brancos, velhos e ricos.

Com o anúncio de Jindal, já são 13 os aspirantes republicanos à Casa Branca, e a expectativa é de que haja outros potenciais anúncios nas próximas semanas, ao contrário da corrida democrata, muito mais folgada, com somente quatro pré-candidatos até agora e uma grande favorita, Hillary Clinton. / EFE e AFP 

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