Governador da Virgínia declara estado de emergência

Após o mais violento ataque de um atirador nos Estados Unidos, a polícia norte-americana vai se voltar, nesta terça-feira, a desvendar os motivos que levaram um homem armado a assassinar 32 pessoas, antes de cometer suicídio. A tragédia aconteceu na Universidade Politécnica de Virgínia, em Blacksburg, e gerou grande comoção e revolta no país. Segundo o reitor da universidade, Charles Steger, o atirador era um homem asiático que estudava na instituição e era morador de um dormitório. Jean Lazenby, porta-voz da universidade, não confirmou a versão, mas afirmou que a universidade tenta apurar a relação dos ataques a ameaça de duas bombas no campus.Desde a segunda-feira, 16, apenas uma vítima foi oficialmente identificada. Autoridades policiais afirmam que eles ainda não estão prontos para identificar o atirador ou até mesmo explicar como a mesma pessoa está por trás de tantas mortes. Além da comoção e da revolta com o ataque, a tragédia deixou em pânico os mais de 36 mil estudantes e funcionários da universidade.Estado de emergênciaO governador do estado americano da Virgínia, Tim Kaine, interrompeu nesta terça-feira, 17, a sua visita ao Japão e declarou estado de emergência em seu estado. A decisão foi tomada após receber a notícia do massacre na Universidade Politécnica da Virgínia, na segunda-feira, 16, no qual morreram 33 pessoas.Kaine iniciou seu retorno aos Estados Unidos, segundo informou a agência japonesa Kyodo. Ele falou na segunda-feira, 16, por telefone com o presidente dos EUA, George W. Bush.Um atirador abriu fogo contra estudantes de uma universidade no estado da Virgínia na segunda-feira, 16, matando 32 pessoas e suicidando-se em seguida, no mais sangrento tiroteio em instituições de ensino na história dos EUA.Duas horas antes do tiroteio no prédio da Engenharia, tiros foram disparados em um dormitório. O serviço de emergência americano, o 911, recebeu uma ligação por volta das 7h15 (horário local), porque duas pessoas morreram.Após o tiroteio, as aulas foram suspensas e todas as entradas do campus foram fechadas até a terça-feira, 17. A polícia ainda não identificou o atirador.

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