REUTERS/Erik De Castro
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Governador de Guam pede que população fique preparada para ‘qualquer eventualidade’

Mesmo após declarações da Coreia do Norte, Eddie Calvo diz que nível de alerta na ilha ‘não mudou’; Escritório para a Defesa Civil da região publicou recomendações de como lidar com uma ‘iminente ameaça’ de mísseis

O Estado de S.Paulo

11 Agosto 2017 | 08h31

BANGCOC - O governador de Guam, Eddie Calvo, pediu nesta sexta-feira, 11, à população para "ficar preparada contra qualquer eventualidade" e assegurou que o nível de alerta "não mudou", apesar das ameaças da Coreia do Norte de atacar com mísseis o território.

"É importante esclarecer que se houver um ataque a qualquer território americano, incluindo Guam, haverá uma resposta contundente", declarou Calvo em entrevista coletiva transmitida em sua conta do Facebook.

O político pediu aos 163 mil habitantes da ilha e aos milhares de turistas que visitam a região que continuem a viver normalmente.

Diante de qualquer mudança no nível de ameaça, as autoridades informarão a população pelos alto-falantes de alerta de tsunami situados na costa, televisões, rádios e internet, lembrou o governador, que mantém contatos com a Marinha dos EUA desdobrada na região.

Calvo e seu secretário de Segurança, George Charfauros, se mostraram "confiantes" quanto ao funcionamento do sistema de defesa americano contra mísseis balísticos, e acreditam que as possibilidades de que um deles caia em Guam são mínimas.

"Guam é tão seguro quanto Tóquio, Seul ou Taipé", concluiu o representante, ao lembrar que em 2013 a ilha já sofreu as ameaças do regime norte-coreano.

Nesta sexta-feira, o Escritório para a Defesa Civil de Guam publicou uma série de recomendações para se preparar perante a "iminente ameaça com mísseis", que inclui a preparação de um fornecimento médico de emergência, armazenamento de alimentos enlatados e isolamento da residência em caso de ataque bioquímico, entre outros conselhos. / EFE

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