Governador de Jenin é libertado

Após cinco horas de seqüestro pelas Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, o governador de Jenin, Cisjordânia, Hayder Irshid, de 50 anos, foi libertado. As brigadas, ligadas à Fatah, de Yasser Arafat, acusaram Irshid de colaborar com Israel e pediram que a Autoridade Palestina o julgue. Depois de ter sido seqüestrado de sua caminhonete, Irsheid foi levado a um campo de refugiados próximo a Jenin. Testemunhas informaram que o governador apresentava várias lesões no rosto e na barriga. Horas depois, o dirigente da Al-Aqsa em Jenin, Zakariye Zubeydi, disse que libertou Irsheid após ter recebido uma chamada telefônica de um funcionário não identificado do escritório do líder palestino, Yasser Arafat. "Para mim, a ordem de Arafat é inegociável, motivo pelo qual o libertei de imediato", disse Zubeydi à Associated Press, acrescentando que deixará a Arafat a responsabilidade pelo julgamento do governador. "Acredito que ele tomará a decisão correta". O ministro palestino de Informação, Nabil Amr, disse que o seqüestro era "uma situação lamentável" e que "este tipo de conduta não será tolerada". O seqüestro ocorre num momento em que Israel e os palestinos tentam manter um cessar-fogo temporário declarado pelos grupos militantes para abrir caminho para a implementação de um plano de paz apoiado pelos Estados Unidos, o qual prevê a implementação de um Estado palestino em 2005.

Agencia Estado,

19 Julho 2003 | 12h30

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