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Seth Wenig/AFP
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Governador de Nova York enfrenta risco de impeachment após acusações de assédio

Câmara autorizou investigação sobre Andrew Cuomo na quinta, 11; pelo menos quatro ex-funcionárias fizeram denúncias contra o político

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2021 | 01h38

NOVA YORK - A Câmara de Nova York abriu na quinta-feira, 11, um inquérito para investigar o governador do estado, Andrew Cuomo, após pelo menos quatro ex-funcionárias acusá-lo de assédio sexual. A investigação correrá paralelamente à anunciada pela procuradora-geral de Nova York, Letitia James

Depois de uma reunião de emergência, a Casa anunciou que daria ao seu Comitê Judiciário ampla jurisdição para investigar as alegações de má conduta contra Cuomo, incluindo as de assédio sexual e as acusações de que sua administração escondeu a proporção de mortes em asilos durante a pandemia do coronavírus. A decisão preparou o terreno para o primeiro esforço de impeachment no estado em mais de um século.

“Os relatórios de acusações relativas ao governador são graves”, disse o presidente da Câmara, Carl Heastie, um democrata, acrescentando que a “investigação de impeachment” envolverá entrevistas com testemunhas, análise de documentos e avaliação de provas.

O anúncio foi feito no mesmo dia em que 59 democratas do Legislativo estadual - cerca de 40% dos membros do partido - assinaram uma declaração exigindo que Cuomo renunciasse imediatamente após as denúncias das mulheres. Isso mostra também que o governador não tem grande apoio de seu Partido Democrata.

Horas depois, a polícia de Albany confirmou que havia sido notificada de uma dessas acusações. 

Cuomo, um democrata em terceiro mandato, pediu desculpas por comentários no local de trabalho que ele disse ter ferido ou ofendido mulheres, mas também negou ter tocado em alguém de forma inadequada. Ele também pediu aos nova-iorquinos que aguardem os resultados de uma investigação do procurador-geral do estado antes de julgar.

Seu escritório não respondeu a pedido de pronunciamento feito pelo The New York Times na quinta.

Acusações

A primeira denúncia foi de Lindsey Boylan, uma ex-assessora de Cuomo e atual candidata a presidente do Condado de Manhattan, que alega ter sido assediada em várias ocasiões entre 2016 e 2018. Segundo ela, o governador chegou ao ponto de lhe dar um beijo não solicitado nos lábios.

Essas acusações foram acompanhadas pelas de Charlotte Bennett, que foi assessora de política de saúde até novembro passado e disse ao jornal The New York Times que o governador lhe perguntou se ela era monogâmica e se ela já havia tido relações sexuais com homens mais velhos.

A ex-assessora, de 25 anos, denunciou que o governador, de 63, lhe disse que estava aberto a ter relações com mulheres de sua idade, o que ela interpretou como claras propostas para uma relação sexual.

O Wall Street Journal publicou no último sábado, 6, que uma ex-funcionária disse que Cuomo às vezes a cumprimentava com um abraço e beijos nas duas bochechas, a chamava de "querida", beijava sua mão e perguntava se ela tinha namorado.

No mesmo dia, o Washington Post divulgou que mais uma ex-assessora relatou que o governador a abraçou em um quarto de hotel após um evento de trabalho./ NYT e AFP

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