Ricardo Moraes/Reuters
Ricardo Moraes/Reuters

Governador de RR recua e diz que fechamento da fronteira com Venezuela será confirmado amanhã

Mais cedo, Denarium afirmou que a fronteira terrestre com Brasil foi fechada por tanques de tropas venezuelanas

Amanda Pupo e Rafael Moraes Moura, O Estado de S.Paulo

21 de fevereiro de 2019 | 19h57

Brasília - O governador de Roraima, Antonio Denarium (PSL), afirmou na noite desta quinta-feira, 21, que só será possível saber se a fronteira entre Roraima e Venezuela vai ficar fechada em definitivo nesta sexta-feira, 22, a partir das 6h

"Nós tivemos informações de que já começou durante a tarde um fechamento parcial, e vai depender agora de ter a confirmação do fechamento até 21h, e nós vamos ter conhecimento amanhã de manhã, a partir de 6h, se vai ficar fechada em definitivo ou não", afirmou o governador a jornalistas, após participar de audiência no Supremo Tribunal Federal (STF).

Mais cedo, Denarium havia afirmado que a fronteira terrestre entre o Brasil e a Venezuela foi fechada por tanques de tropas venezuelanas por volta das 15h30. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que a fronteira seria fechada a partir das 20h de hoje (hora local, ou 21h de Brasília).

Segundo ele, a informação de que a fronteira já estava fechada era da Secretaria de Comunicação de Boa Vista. "Com restrição na passagem de veículos. Pessoas estão passando normalmente. Só amanhã de manhã vamos ter confirmação se vai reabrir ou não", completou.

O governador do Estado também disse que, até o momento, está mantida a ajuda humanitária internacional. "Será com carregamento com caminhões venezuelanos em Boa Vista, acompanharemos o comboio de caminhões, escoltados pela Polícia Federal, PRF e Polícia Militar até a fronteira do Brasil com a Venezuela", disse. 

Denarium também admitiu que pode haver um problema no fornecimento de energia, dependendo dos próximos acontecimentos. "Se houver um corte de energia da Venezuela, nós não temos energia suficiente para atender o estado de RR. Aí será obrigatório os racionamentos diários de energia elétrica, porque não temos energia em quantidade", afirmou. Segundo ele, houve uma reunião no Ministério de Minas e Energia em que se discutiu a contratação de "energia suficiente" para o caso de haver corte no fornecimento. 

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