Governador paquistanês morto criticava lei da blasfêmia

O ministro do Interior do Paquistão, Rehman Malik, disse que o governador da província do Punjab, Salman Taseer, foi assassinado por se opor à lei contra a blasfêmia. Segundo Malik, o guarda que matou o governador confirmou o crime e disse que atacou Taseer por causa dessa lei.

AE, Agência Estado

04 de janeiro de 2011 | 12h21

Os islamitas defendem a controversa lei da blasfêmia e criticam os que se opõem a ela. Recentemente, o governador havia defendido uma mulher cristã condenada à morte por blasfêmia. Tasser era famoso por declarações incisivas sobre vários temas.

O crime é o assassinato da autoridade mais importante no país desde a morte da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, em dezembro de 2007. O governador era um membro importante do Partido do Povo do Paquistão, o mesmo de Benazir, e um aliado próximo do presidente Asif Ali Zardari, viúvo da ex-premiê. O primeiro-ministro do Paquistão, Yousaf Raza Gilani, anunciou três dias de luto nacional pela morte do governador. Além disso, Gilani pediu calma e ordenou uma investigação imediata do crime.

Taseer foi morto por um de seus seguranças quando descia do seu carro no Khosar Market, um shopping center popular entre ocidentais e paquistaneses ricos em Islamabad. Cinco outras pessoas ficaram feridas quando outros seguranças reagiram ao ataque. O suspeito pelo crime entregou sua arma e foi detido, segundo a polícia. Não está claro se ele também ficou ferido. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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