AFP PHOTO / Caitlin O'Hara
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Governadores republicanos enviarão 1600 militares para fronteira com México

Texas, Arizona e Novo México se comprometeram a cumprir ordem do presidente americano Donald Trump de combater imigração irregular na região; Califórnia, de controle democrata, ainda não se manifestou

O Estado de S.Paulo

10 Abril 2018 | 02h04

WASHINGTON – Governadores republicados de três Estados americanos enviarão 1.600 soldados da Guarda Nacional para a fronteira com o México em cumprimento da ordem do presidente, Donald Trump, de combater a imigração irregular na região.

A Guarda Nacional é um corpo de reserva das forças armadas dos Estados Unidos sob controle dos estados, razão pela qual sua utilização depende dos governadores.

O governador do Texas, o republicano Greg Abbott, que já enviou 250 guardas nacionais à fronteira neste fim de semana, anunciou que aumentará o contingente até mil soldados nos próximos dias.

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Por sua parte, o governador do Arizona, o também republicano Doug Ducey, enviou nessa segunda-feira, 9, e 225 militares da Guarda Nacional para sua parte de fronteira, aos quais nesta terça-feira se somarão outros 113.

Por sua parte, a governadora do Novo México, Susana Martínez, também republicana, se comprometeu a enviar 80 guardas nacionais esta semana como primeira parte de um contingente que alcançará 250 militares.

Falta saber o nível de colaboração do quarto estado que faz fronteira com o México: a Califórnia, cujos dirigentes democratas se opuseram a maioria das medidas migratórias de Trump até o momento.

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No total, Texas, Novo México e Arizona apresentarão inicialmente 1.600 soldados à missão ordenada por Trump de apoio militar à Patrulha Fronteiriça para combater o aumento da imigração irregular.

Trump disse na semana passada que queria enviar entre 2.000 e 4.000 soldados para proteger a fronteira, enquanto o Pentágono autorizou na sexta-feira, 6, o uso do limite maior desse grupo.

Deste modo, os contingentes previstos incialmente pelos estados ainda têm margem para aumentar.

Estados Unidos e México compartilham 3.111 quilômetros de fronteira distribuídos de leste a oeste entre Texas (1.997), Novo México (289), Arizona (599) e Califórnia (226).

O interesse de Trump pela militarização da fronteira despertou no início deste mês quando soube que uma caravana com centenas de imigrantes centro-americanos percorria o México para chegar aos Estados Unidos.

A lei americana proíbe a utilização de militares para tarefas de segurança e ordem pública em nível nacional, razão pela qual a Guarda Nacional terá um papel limitado na fronteira e não poderá dedicar-se a deter imigrantes que cheguem à região limítrofe.

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O papel da Guarda Nacional será apoiar os agentes fronteiriços em tarefas de "detecção aérea, transporte, reparação do muro fronteiriço e apoio logístico", segundo o Escritório de Alfândegas e Proteção Fronteiriça (CBP).

Trump não é o primeiro presidente americano que envia militares à fronteira com o México: em 2006, George W. Bush ordenou o envio para lá de 6.000 membros da Guarda Nacional, enquanto Barack Obama destinou 1.200 soldados desse mesmo corpo de reserva em 2010. //EFE

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