Governistas franceses estão proibidos de usar Blackberries

Autoridades temem interceptação de informações por parte de inteligências

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 13h08

Os BlackBerries já foram chamados de viciantes, indiscretos e cansativos para os dedos. Mas agora, os "Le BlackBerry" foram considerados pelo governo francês como uma ameaça a seus segredos. Esse receio é proveniente de especialistas da Defesa francesa, que alertaram contra o uso dos computadores de mão por autoridades nos corredores franceses do poder, para prevenir intromissões por parte da inteligência americana ou a perda de segredos comerciais e de outros tipos. "Não é uma questão de confiança", disse o legislador francês Pierre Lasbordes. "Somos amigos dos americanos, dos anglo-saxões, mas é uma guerra econômica". A história foi divulgada pelo jornal francês Le Monde, descrita como "retirada dos BlackBerries". "Estamos nos sentido como se estivéssemos perdendo muito tempo, precisando reaprender como trabalhar do velho jeito", disse um diretor de gabinete ministerial ao jornal. E-mails enviados de BlackBerries passaram por servidores nos EUA e Reino Unido, e a França teme que isso faça o sistema vulnerável para ser espionado pela Agência Nacional de Segurança, os olhos e ouvidos da inteligência americana, publicou o Le Monde. A companhia canadense "admitiu que havia certa fragilidade para proteger informações quando usado o sistema de e-mail" e prometeu que resolveia, disse Lasbordes, acrescentando que "isso foi há mais de um ano". A suspeita, entretanto, vem dos dois lados. Na cúpula do G8 na Alemanha neste mês, a Casa branca instruiu seus assessores para deixarem os seus sistemas de e-mail portátil para trás, aparentemente por medo de espionagem russa.

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