Governistas pedem eleições para 5 de junho em Portugal

O Partido Socialista Português, governista, quer as que as eleições legislativas ocorram o mais rápido possível, notando que a atual crise política no país não beneficia a ninguém, disse o ministro da Economia, José Vieira da Silva. Ele propôs, contudo, a data de 5 de junho para as eleições. Mais cedo, o Partido Social Democrata (PSD), da oposição, afirmou que pediu ao presidente português que as eleições ocorram em 29 de maio.

ANDRÉ LACHINI, Agência Estado

25 de março de 2011 | 17h36

"Esta crise não serve a ninguém", disse Vieira da Silva. Ele afirmou que pediu ao presidente Aníbal Cavaco Silva (do PSD) que as eleições ocorram em 5 de junho, uma semana depois da data sugerida pela oposição de centro-direita. O ministro teve uma reunião com Cavaco Silva após o presidente ter se encontrado com o líder do PSD, Pedro Passos Coelho.

O presidente português deve anunciar na próxima semana a data das eleições. O primeiro-ministro José Sócrates, socialista, apresentou nesta semana sua renúncia. A Constituição portuguesa exige que o presidente se reúna com os líderes dos partidos representados no Parlamento para ver se eles têm apoio suficiente para formar um novo governo, sem a necessidade de convocar eleições.

Vieira da Silva disse lamentar o fato do PSD ter rejeitado o plano de austeridade fiscal do governo nesta semana, o que provocou a renúncia de Sócrates. As informações são da Dow Jones.

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