Governo abafa rumor sobre volta de Chávez

Ministro diz que não há previsão para presidente retornar de Cuba; ministros dizem que líder está 'bem disposto'

CARACAS, O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2013 | 02h02

O ministro de Comunicações venezuelano, Ernesto Villegas, disse ontem que não há data marcada para o retorno do presidente Hugo Chávez, internado em Cuba desde 11 de dezembro para tratar um câncer, à Venezuela. A declaração foi dada em meio a rumores de melhora no estado de saúde do líder bolivariano, que passou pela quarta cirurgia contra um tumor pélvico.

Villegas, que está em Havana, disse ter se reunido com Chávez e o encontrou bem disposto. "Ele está atento a tudo que acontece no país", disse o ministro. "O comandante manda uma saudação carinhosa e de gratidão ao povo, ao Exército e à sociedade em geral."

Ao menos três pessoas próximas do presidente venezuelano Hugo Chávez, entre aliados, ministros e familiares, deram indícios ontem de que o estado de saúde do líder bolivariano está melhorando.

Em Cuba, o chanceler Elías Jaua disse que se reuniu com Chávez e ambos "riram e brincaram". O presidente boliviano, Evo Morales, declarou que o colega começará a fisioterapia. Ainda ontem, um dos irmãos do presidente Chávez, Argenis desmentiu uma declaração sua divulgada pela agência Associated Press, segundo a qual o presidente retornaria de Cuba nos próximos dias. "Os porta-vozes (do estado de saúde de Chávez ) são o vice-presidente Nicolás Maduro e o ministo Villegas, por meio dos canais de comunicação oficiais do governo", disse o irmão do presidente, por meio de comunicado da Corporação Elétrica Nacional (Corpolec), da qual é presidente.

O novo chanceler venezuelano, que disse ter ido visitar Chávez para receber instruções sobre o novo cargo, escreveu em sua conta no Twitter que encontrou o presidente bem-disposto e com astral elevado. "Camaradas, acabo de sair de um encontro com o presidente Chávez", afirmou. "Contamos piadas e demos risadas."

Marcha. Os partidários de Chávez programaram para hoje, 55.º aniversário da derrubada do ditador Marco Pérez Jiménez, grandes concentrações populares em todo o país em "apoio e solidariedade" ao líder bolivariano.

Inicialmente, líderes opositores pretendiam utilizar a data para uma série de protestos contra a decisão do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) de permitir a continuidade do governo de Chávez apesar de seu não comparecimento à posse de seu novo mandato, no dia 10. Mas diante da decisão dos chavistas de se manifestarem no mesmo dia, os opositores desistiram de seu protesto.

Encontro. Maduro recebeu ontem em Caracas o presidente do Congresso Judaico Latino-Americano, o brasileiro Jack Terpins. O encontro selou a reunião do, grupo. O evento, que tradicionalmente ocorre em Israel, foi transferido para a Venezuela como forma de apoiar a comunidade judaica local. / AP E REUTERS

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