Governo afegão anuncia grupo de combate a fraudes

Funcionários afegãos anunciaram hoje uma nova unidade de combate à corrupção e ao crime organizado. A novidade vem a público no momento em que o governo local é pressionado após uma eleição presidencial marcada pelas denúncias de fraude.

AE-AP, Agencia Estado

16 Novembro 2009 | 14h54

O governo afegão enfrenta acusações de corrupção há anos e esse é o terceiro lançamento formal de um grupo cuja finalidade é combater problemas como o suborno e o tráfico de influência. Os membros do governo, porém, disseram que essa tentativa tem mais chance de sucesso, pois agora há um desejo real de realizar avanços e há forte apoio internacional. Além disso, líderes mundiais ameaçam o país, prometendo condicionar o envio de ajuda a avanços do presidente afegão, Hamid Karzai, no combate à corrupção.

O embaixador dos Estados Unidos, Karl W. Eikenberry, elogiou o plano, mas também pediu que a iniciativa prossiga. "Isso requer ação", notou, em Cabul. Ontem, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou que os Estados Unidos fornecerão ajuda civil ao país apenas se houver uma forma de monitorar esse dinheiro nos ministérios afegãos.

Os funcionários locais ressaltaram que o grupo anticorrupção não foi estabelecido pela pressão internacional, pois a ideia já existia havia meses. "A corrupção é o câncer que está destruindo as vidas das pessoas", afirmou o ministro da Justiça, Mohammad Sarwar. O ministro do Interior, Hanif Atmar, reconheceu as acusações de propinas entre a polícia, porém também lembrou que muitos policiais arriscam suas vidas para garantir a ordem. "Para os próximos cinco anos, a prioridade de Karzai é combater a corrupção."

Em ocasiões anteriores, os anúncios não passaram de retórica. Antes, as Nações Unidas tentaram estabelecer uma série de metas para o combate à corrupção no país, sem sucesso. A organização Transparência Internacional listou o Afeganistão na 176ª posição, em um ranking de 180 países, no quesito percepção desse tipo de crime. O país ficou à frente apenas de Haiti, Iraque, Mianmar e Somália.

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