Governo afegão não tem recursos para salários

A sobrevivência do novo governo do Afeganistão está ameaçada. Desta vez, porém, o problema não é militar ou político, mas financeiro. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), Cabul não tem dinheiro para pagar os salários dos funcionários do novo governo e pediu que a comunidade internacional fizesse uma doação de US$ 100 milhões para que pelo menos os burocratas e a polícia local iniciassem seus trabalhos. No Acordo de Bonn, que criou o novo governo afegão, estava previsto um fundo inicial para que a nova administração pudesse funcionar. Mas, até agora, Cabul recebeu apenas US$ 2 milhões. "Para a administração sobreviver, terá que pagar seus empregados e sua polícia", afirmou um representante da ONU. Uma das alternativas para financiar o novo governo seria a utilização do dinheiro do Taleban, congelado em contas bancárias em vários países. O problema é que o processo para reverter as contas do Taleban para o orçamento do novo governo de Cabul ainda deverá levar alguns meses. Segundo o representante da ONU, os mais de 235 mil funcionários públicos do Afeganistão tiveram seus salários interrompidos há seis meses e, caso não haja ajuda internacional, poderão ficar pelo menos mais seis meses sem receber. Um dos temores da ONU é de que, sem dinheiro, os funcionários públicos saiam às ruas protestando, o que pode ser perigoso para a frágil estabilidade política que está sendo construída no Afeganistão. Diante da situação, a diplomatas do Japão, União Européia e Estados Unidos se reúnem na semana que vem em Tóquio para tentar solucionar a falta de dinheiro do novo governo afegão. Leia o especial

Agencia Estado,

15 Janeiro 2002 | 10h51

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