Governo afegão se pronuncia sobre a guerra

O governo afegão emitiu hoje a opinião de que o uso da força para desarmar o Iraque é justificado, mas pediu aos Estados Unidos e seus aliados que evitem vítimas civis em qualquer conflito."Partindo do príncipio de que o regime de Saddam Husseinparece não ter cumprido todas as exigências da ONU paradesarmar-se totalmente e eliminar todas as armas de destruição em massa no Iraque no tempo devido, o uso da força é justificado", informou o Ministério das Relações Exteriores por meio de um comunicado.Até hoje, o governo afegão, beneficiário de um apoio militar e financeiro vital fornecido por Washington, havia falado pouco sobre a crise envolvendo o Iraque.No país, não há quase nenhum apoio popular à ação militarnorte-americana, apesar de o Exército dos Estados Unidos ter sido crucial para derrubar o Taleban, há mais de um ano.No ano passado, os EUA ajudaram o engenheiro Hamid Karzai a tornar-se presidente. Até hoje, ele é protegido por seguranças norte-americanos. Além disso, há cerca de 8.000 soldados espalhados pelo Afeganistão para perseguir remanescentes da Al-Qaeda e do Taleban.Em comentários reservados no mês passado, Karzai opinou que o povo iraquiano precisa ter o direito de apoiar seus líderes, mas não endossou o objetivo norte-americano de mudar o governo do país.De acordo com a chancelaria afegã, é imperativo que o Iraque continue independente - uma alusão à possível ocupação militar por parte dos EUA após a iminente guerra."O povo iraquiano tem o direito inalienável à autodeterminação política por meio de um mecanismo que garanta reformas democráticas e a reabilitação do país", defende o documento.Enquanto isso, no leste do Afeganistão, rebeldes lançaramfoguetes em ataques separados contra soldados norte-americanos e italianos. Não houve vítimas, informaram militares estacionados na região nesta quarta-feira.O ataque contra os italianos ocorreu ontem, perto de Campo Salerno, nos arredores de Khost. Foi a primeira ação contra os soldados desde que assumiram o controle da base militar, no sábado. Os italianos são as primeiras forças não-americanas a controlarem a base.Horas mais tarde, pistoleiros não identificados dispararamfoguetes e rajadas de metralhadora contra soldadosnorte-americanos numa outra base a seis quilômetros dali.As ações estão sendo investigadas, mas não se sabe se estãorelacionadas, disse a capitã Alayne Cramer, porta-voz doExército dos EUA.Veja o especial :

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