Governo alemão decide regularizar 100 mil imigrantes

O Governo da Alemanha decidiu nesta terça-feira regularizar a situação de cerca de 100 mil solicitantes de asilo que residem no país sob o regime de "tolerados". Terão suas situações regularizadas aqueles que residirem na Alemanha há pelo menos seis anos, para os casados com família, ou oito, para os solteiros. Calcula-se que a medida afetará aproximadamente a metade dos 200 mil solicitantes em situação de "tolerados", e que até agora tinham as permissões temporárias de permanência no país prolongadas. As forças da grande coalizão que governa o país - União Democrata-Cristã Alemã, União Social-Cristã (CDU/CSU) e Partido Social-Democrata (SPD)- chegaram a esse acordo, que deverá ser submetido ainda à aprovação dos estados federados. A regularização afetará principalmente os imigrantes chegados à Alemanha por motivos de perseguição política ou religiosa, que tiveram o pedido de asilo rejeitado, mas que seguem no país porque não podem ser extraditados por razões humanitárias. Muitos solicitantes de asilo procedem de lugares como o Afeganistão, Bósnia ou o Iraque e, supostamente, deveriam retornar a seus países de origem quando a situação se estabilizar. Os beneficiados precisarão demonstrar domínio do alemão e estar em condições de sustentar suas famílias. Eles ganharão permissão de residência e de trabalho, uma das medidas exigidas pela CSU, para evitar que permaneçam no país aqueles que pretendem beneficiar-se da previdência social alemã. O ministro do Interior, Wolfgang Schäuble, disse que a regularização não "recompensará a imigração ilegal", já que se trata de casos concretos, de pessoas que estão no país, de fato, há muitos anos. Segundo Schäuble, serão levados em conta os direitos dos cerca de quatro milhões de desempregados alemães, que "não devem perder as esperanças de obter um emprego, com os novos fluxos no mercado de trabalho".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.