AFP / Patrick KOVARIK
AFP / Patrick KOVARIK

Governo alemão é contra reformas na zona do euro propostas por Macron

O texto afirma que a criação 'incentivos equivocados colocaria em risco a estabilidade da zona do euro', além de alertar que essas medidas poderiam 'repetir erros do passado'.

O Estado de S.Paulo

09 Outubro 2017 | 20h06

O governo alemão rechaçou várias propostas de reforma da zona do Euro que foram propostas recentemente pelo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e pelo presidente da França, Emmanuel Macron. O jornal El País, da Espanha, teve acesso a um documento do Ministério das Finanças da Alemanha no qual  diversos pontos de mudança foram contestados.

+ Macron ocupa espaços

As propostas incluem a criação de um seguro desemprego comum para toda a União Europeia, de um “superministro” para a zona do euro e de um orçamento geral para os países do grupo que pudesse combater a crise econômica. Até mesmo a ideia do surgimento de um Fundo Monetário Europeu, como evolução do Mecanismo Europeu de Estabilidade, foi vista com descrédito, só podendo vir a ser apoiada se os países que precisam de ajuda aceitarem se submeter a reformas estruturais, como quer o governo de Angela Merkel.

Em vez de apoiar essas sugestões, a Alemanha prefere reforçar as regras fiscais que obrigaram a adoção de uma austeridade excessiva durante a crise, além de assumir o trabalho de vigiar o Fundo Monetário Europeu, retirando essa atribuição da Comissão Europeia. Além disso, há a aposta de colocar em marcha um mecanismo de reestruturação da dívida soberana que poderia elevar as reservas no sul da Europa.

O documento de três páginas é assinado por Wolfgang Schäuble, ministro das Finanças alemão que se prepara para assumir a presidência do Parlamento do país. Suas ideias lançam as bases de uma coalizão dentro do governo alemão que permitira a Merkel governar com mais tranquilidade. 

O texto afirma que a criação “incentivos equivocados colocaria em risco a estabilidade da zona do euro", além de alertar que essas medidas poderiam “repetir erros do passado”. Com isso, possíveis reformas como as ventiladas por Macron e Juncker ficam mais distantes de se tornarem realidade. 

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