Governo ameaça ocupar Pfizer

O governo venezuelano pode decidir hoje pela ocupação temporária da unidade da empresa farmacêutica americana Pfizer na cidade de Valencia, 130 quilômetros ao norte da capital Caracas. A acusação é de que a empresa mantém as unidades de produção fechadas, forçando a importação de remédios que poderiam ser produzidos na Venezuela."Se não há resultados positivos, vamos ocupar temporariamente a empresa com o propósito de reativar a unidade para que volte a produzir medicamentos. Até quando vamos importar remédios que poderíamos estar facilmente produzindo no país?", disse o ministro de Comércio, Eduardo Samán. "Não é possível que essas empresas recebam do Estado divisas para importar e nos paguem com o fechamento de uma de suas fábricas, provocando desemprego."Representantes da Pfizer disseram a jornais venezuelanos que a venda da unidade fechada já vinha sendo negociada com o governo de Caracas antes da ameaça de ocupação temporária.Samán disse também que - além da pressão sobre a Pfizer - o governo também estuda reduzir as importações de produtos farmacêuticos para forçar a retomada da produção nacional.Um acordo assinado na terça-feira entre os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Argentina, Cristina Kirchner, em Caracas, acertou a importação de matéria-prima argentina para a indústria farmacêutica venezuelana.

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