Brennan Linsley/AP
Brennan Linsley/AP

Governo americano transferirá mais presos de Guantánamo nas próximas semanas

Medida é mais uma ação do presidente dos EUA Barack Obama para tentar fechar a penitenciária antes do término do seu mandato

O Estado de S. Paulo

31 de março de 2016 | 09h50

WASHINGTON - O governo dos EUA transferirá durante as próximas semanas mais uma leva de presos da prisão de Guantánamo, em Cuba, em mais um passo do presidente Barack Obama para tentar fechar a penitenciária antes do término de seu mandato em 2017, informou na quarta-feira a imprensa americana.

O jornal The New York Times, que citou um funcionário do alto escalão do governo - que não foi identificado -, afirmou que o Departamento de Defesa informou ao Congresso que vai realizar a transferência, um passo requerido pela lei antes de concretizar este tipo de operação.

O Pentágono deve avisar ao Legislativo, controlado pelos republicanos - que são contrários ao fechamento da prisão -, com 30 dias de antecedência para este tipo de operação, mas a fonte do jornal não especificou qual será o dia exato em que os detentos deixarão Cuba e qual será seu destino.

A fonte explicou à publicação nova-iorquina que a transferência do primeiro preso é esperada para "os próximos dias" e que as restantes ocorrerão "nas semanas seguintes".

O funcionário também confirmou que entre os detentos que serão transferidos se encontra o iemenita Tariq Ba Odah, que protagonizou uma longa greve de fome durante a qual perdeu aproximadamente metade de seu peso corporal.

O Pentágono assegurou em 23 de fevereiro que, apesar de ser "complicado" e de não ter especificado ainda as instalações alternativas, a prisão de Guantánamo poderia ser fechada com a colaboração do Congresso antes do término do mandato de Obama.

Nesse mesmo dia, o presidente apresentou um novo plano para tentar fechar a prisão com a mudança de entre 30 a 60 presos para o território americano, mas que foi recebido com rejeição no Congresso e entre os republicanos.

Dos 91 presos que estão atualmente em Guantánamo, 37 receberam a aprovação para serem enviados para outros países e para outras prisões em território americano.

Quanto aos 54 restantes, 10 enfrentam acusações ou foram condenados em processos diante de comissões militares e os demais são considerados muito perigosos para serem libertados ou transferidos, mas os casos serão revisados para determinar se poderão ser colocados em liberdade.

O novo plano elaborado pelo Pentágono considera 13 localizações diferentes em território americano para situar entre 30 e 60 presos de Guantánamo que poderiam não ser aprovados para transferências, sem recomendar nenhuma em particular.

As 13 localizações incluem prisões já existentes em Estados como Colorado, Kansas e Carolina do Sul, assim como a construção de novas instalações em algumas bases militares do país. /EFE

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