David Fernández/Efe
David Fernández/Efe

Governo anuncia prisão de atirador que matou 3 opositores na Venezuela

Ataque ocorreu no sábado, em um ato político em Barinas, reduto de Chávez

O Estado de S. Paulo,

30 de setembro de 2012 | 22h27

CARACAS - O governo da Venezuela anunciou neste domingo, 30, a prisão do suposto autor dos disparos que mataram três ativistas da oposição durante um comício, no sábado, 29, em Barinas. A morte de uma terceira vítima foi informada também ontem pelo líder opositor Julio Borges, do partido Primero Justicia (PJ), legenda pela qual concorre à presidência Henrique Capriles, adversário de Hugo Chávez na eleição presidencial de domingo.

A prisão foi anunciada pelo ministro do Interior, Tareck el-Aissami, pelo Twitter. “Detido o autor material dos homicídios ontem em Barinas”, escreveu, mas sem dar maiores detalhes. Logo depois, o presidente da Assembleia Nacional (Parlamento), o chavista Diosdado Cabello, também informou a prisão do suspeito, além de outras duas pessoas supostamente envolvidas no crime.

As mortes ocorreram durante um ato de Capriles perto da cidade de Barinas, cidade natal e reduto eleitoral de Chávez. As prisões provocaram uma nova troca de acusações entre situação e oposição. Borges afirmou que os detidos seriam funcionários locais do Ministério do Meio Ambiente e da Polícia Regional. Cabello rebateu negando e classificando o líder do PJ como “irresponsável e tolo”.

Otimismo. Ontem, Capriles comandou uma caravana de campanha pelas ruas de Caracas e comentou o episódio de Barinas. “A violência cobrou a vida de três jovens, algo que nunca deveria ter ocorrido”, afirmou. O candidato reforçou a ideia de que o ataque teve motivação política, chamando o caso de “produto da intolerância”.

Após a carreata, Capriles se disse “cansado” dos atos de violência. “No dia 7 de outubro (domingo, dia da eleição), derrotaremos a violência na Venezuela”, afirmou.

Sobre o último fim de semana de campanha, o opositor comemorou a “maior concentração de pessoas já vista em Caracas”. “A Avenida Bolívar ficou pequena”, afirmou, em referência a uma das principais vias da cidade.

Com as pesquisas inconclusivas, tanto Capriles quanto Chávez estão tentando, freneticamente, conquistar os votos dos indecisos, no que aparenta ser a eleição mais apertada do líder bolivariano em seus 14 anos à frente da Venezuela.

Cura. Apesar da batalha contra o câncer, diagnosticado em 2011, Chávez disse que está completamente curado e tentando retomar sua antiga energia para ficar mais seis anos no poder. No sábado, ele inaugurou um monotrilho e inspecionou extensões do sistema de metrô e um bondinho nas regiões pobres de Caracas.

“Não estamos pensando em fazer dinheiro. Essa é a diferença com o capitalismo”, afirmou Chávez em Petare, uma das maiores favelas da América Latina. Após o evento, o presidente venezuelano aproveitou, mais uma vez, para dizer que acredita estar curado do câncer e pronto para governar até 2019. “Eu acredito que sim, sinto-me muito bem”, disse. 

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