Governo argentino ameaça bancos britânicos, diz jornal

A Embaixada da Argentina em Londres enviou comunicados a vários bancos britânicos e americanos advertindo que as instituições que auxiliarem empresas na exploração de petróleo na região das Malvinas podem sofrer "ações administrativas".

LONDRES, / AFP, O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2012 | 03h05

A informação foi revelada ontem pelo jornal britânico The Sunday Times. As cartas teriam sido enviadas nos últimos dez dias a cerca de 15 instituições bancárias. As ameaças reforçam a tensão crescente entre Buenos Aires e Londres a respeito da soberania das ilhas.

Entre os bancos que teriam recebido o comunicado estão Barclays Capital, Royal Bank of Scotland e Goldman Sachs. Em março, o governo argentino já havia ameaçado abrir processos em cortes internacionais contra empresas que operassem na exploração de petróleo das Malvinas. Até o momento, apenas uma empresa anunciou sucesso na prospecção petrolífera nas águas do arquipélago.

Homenagem. Hoje, o início da Guerra das Malvinas completa 30 anos. A presidente argentina, Cristina Kirchner, presidirá uma cerimônia de homenagem aos combatentes mortos. Desde a noite de ontem, veteranos do Exército fazem uma vigília no local do evento, em Ushuaia.

Além da cerimônia, haverá a inauguração de um museu sobre o conflito e a exibição de um documentário sobre o lado argentino da guerra. A presidente também inaugurará uma "chama eterna" diante de um muro com os nomes dos 649 combatentes argentinos mortos no conflito. Completando o evento, veteranos levarão uma nova bandeira argentina para substituir a que tremula na praça central de Ushuaia.

Defesa. O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, também deve se pronunciar hoje a respeito do conflito e da tensão recente entre os dois países.

De acordo com informações obtidas pela agência de notícias France Presse, Cameron deve atacar a decisão argentina de desembarcar nas ilhas em 1982 e reafirmar a promessa de defender "o direito dos habitantes das ilhas de decidir o próprio destino". O primeiro-ministro também saudará o "heroísmo" das tropas britânicas no conflito.

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