Governo argentino reage a boatos de renúncia

Os boatos de renúncia do presidente Eduardo Duhalde já começaram a movimentar o governo argentino. Desde esta quarta-feira à noite, após o anúncio do ministro de Economia, Jorge Remes Lenicov, sobre o cronograma de liberação dos depósitos, começaram a circular rumores que envolviam até o nome do ministro Lenicov. Usina de boatos Nesta quinta-feira, em três ocasiões diferentes, o governo referiu-se à "orquestração da usina de boatos". A primeira referência partiu do próprio presidente que, durante discurso com 600 representantes de organizações não-governamentais, disse que "os setores contrários às mudanças vão tratar de desestabilizar, porque é isto que estes setores fazem quando seus interesses são afetados". Ele disse ainda: "Vocês vão começar a escutar que Duhalde quer ir-se, que vai renunciar, que este ou outro ministro vai renunciar. E eu quero dizer: estou muito seguro do que faço". ?Não há clima de renúncia? Em outra oportunidade, o chefe de Gabinete da Presidência, Jorge Capitanich, disse que o governo não vai aceitar "nenhum tipo de pressão nem das empresas nem dos bancos". E complementou: os boatos são uma "usina produzida por setores interessados em desestabilizar o governo". Para o analista político Manuel Mora y Araújo, da consultoria que leva seu nome, "não há nenhum clima para que Duhalde renuncie". Conflitos de interesses Segundo ele, os problemas são muitos, os conflitos de interesses também, e isso "é natural que ocorra neste momento de extrema dificuldade?. Ele disse que, quando o governo conseguir resolver os problemas internos sobre quais as melhores soluções e caminhos para a crise, a situação política deve normalizar-se. Leia o especial

Agencia Estado,

10 Janeiro 2002 | 18h19

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