Governo argentino tenta afastar 'chavismo' de Cristina

O governo da presidente Cristina Kirchner negou ontem que esteja planejando a ?chavização? da economia argentina. ?É um disparate que digam que o chavismo vem aí?, afirmou o ministro argentino do Interior, Florencio Randazzo. ?Não estatizaremos empresas.? A manobra foi interpretada no âmbito político como uma tentativa apressada de diferenciar Cristina do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que na quinta-feira estatizou três empresas argentinas instaladas no país.

AE, Agencia Estado

25 de maio de 2009 | 09h18

Nos últimos dias surgiram rumores de que Cristina planejava um programa local de nacionalizações. No ano passado, a presidente estatizou o sistema de aposentadorias e a companhia aérea Aerolíneas Argentinas. ?O governo argentino tem posição diferente da Venezuela. Acreditamos em um capitalismo nacional e na necessidade de intervenção do Estado em áreas específicas, mas não vamos sair estatizando empresas?, disse Randazzo, sem criticar Chávez de forma direta pela nacionalização das empresas Tavsa, Matesi e Comsigua.

Ano passado, o presidente venezuelano já havia estatizado a siderúrgica Sidor, também controlada por um grupo argentino. O anúncio da estatização de empresas argentinas causa problemas para Cristina e seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner, que estão em campanha para as eleições parlamentares do dia 28 de junho. Além disso, atrapalha as celebrações do casal, que hoje completa seis anos no poder. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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