Governo boliviano culpa oposição pelo corte de gás

O governo da Bolívia culpou a oposição pela explosão de um gasoduto no sul da Bolívia, que prejudicará a exportação de gás natural para o Brasil. O trecho do gasoduto explodiu "em um atentado terrorista" após opositores do presidente Evo Morales terem ocupado um campo petrolífero e uma estação de gás natural. Segundo o governo boliviano, a explosão obrigará a Bolívia a reduzir o envio de gás ao Brasil em três milhões de metros cúbicos, ou 10% dos atuais 30 milhões que são exportados por dia.A estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) informou que os oposicionistas fecharam uma válvula do sistema, na estação ocupada, o que criou pressão e levou à explosão no gasoduto. Manifestantes de direita tomaram escritórios públicos e bloquearam rodovias na Bolívia nos últimos dias, em protestos contra o presidente Evo Morales.O jornal argentino Ámbito Financiero informou que os grupos opositores ao presidente Evo Morales cortaram hoje o fornecimento de gás natural para a Argentina, além do provocarem o corte parcial do abastecimento ao Brasil. Os manifestantes ocuparam a indústria petrolífera da empresa Chaco e fecharam as válvulas de bombeamento, disse o gerente de Relações Institucionais da empresa, Juan Callaú. "Suspendemos as operações em Vuelta Grande", declarou Callaú em referência à planta localizada na região de Chacho, no Departamento de Chuquisaca, onde ocorrem os bloqueios de estradas e ameaças de corte no fornecimento de gás há 15 dias. Vuelta Grande produz diariamente 83 milhões de pés cúbicos de gás (2,3 milhões de m³), dos quais entre 1 e 1,5 milhões de metros cúbicos são exportados para a Argentina, o restante vai para o Brasil.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.