Natacha Pisarenko / AP
Natacha Pisarenko / AP

Governo boliviano dá dois dias para que Legislativo avalie convocação para eleições

Ultimato foi feito nesta terça-feira, 19, dia que registrou três mortes e 30 pessoas feridas

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2019 | 03h16

O governo provisório da Bolívia deu nesta terça-feira, 19, um ultimato ao Legislativo para que em dois dias avalie a convocação para eleições no país. A pressão acontece no mesmo dia em que três pessoas foram mortas e outras 30 ficaram feridas após uma operação das forças conjuntas para liberar o acesso a uma refinaria. 

Jeanine Áñez, que era senadora de oposição ao governo de Evo Morales, completou na terça-feira uma semana como presidente interina da Bolívia, e seu governo ainda não conseguiu resolver rapidamente a complexa situação de ordem pública que assola o país.

Os bloqueios e distúrbios permanentes em várias cidades do país e os fortes confrontos entre Evo Morales e a Polícia e o Exército incendiaram a crise, enquanto organizações locais e estrangeiras de direitos humanos pedem que ambas as partes parem com a violência.

A Assembleia Legislativa é majoritariamente formada por integrantes do Movimento ao Socialismo (MAS), e ainda não debateu uma nova lei para convocar novas eleições. O ministro interino da Presidência, Xerxes Justiniano, disse que, depois de uma semana de presidência provisória, "há preocupação" porque ainda não existe "uma lei eleitoral que modifique o Regime Eleitoral" e que isso "não depende do Executivo, mas do Legislativo para funcionar". 

"Todo dia que passa é um dia a menos que temos", disse ele sobre o limite constitucional de 90 dias para convocar novas eleições. Segundo ele, o governo interino não procura estender seu mandatao além do estipulado por lei. 

Uma sessão do Parlamento estava marcada para esta terça-feira, mas foi adiada para quarta-feira, 20, de manhã. A presidente do Senado, Eva Copa, disse que o Legislativo está totalmente preparado para iniciar o processo que levará a novas eleições. "Não queremos mais sangue", disse, depois de denunciar o decreto presidencial que isenta as forças da ordem de responsabilidade criminal se elas agirem proporcionalmente e em legítima defesa, o que foi rejeitado em vários setores do país. /EFE

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