Governo boliviano rebate críticas e acusa SIP de conivência com ditaduras

Entidade alega que a lei contra o racismotraz artigos que restringem a liberdade de expressão

Efe,

08 de novembro de 2010 | 16h41

COCHABAMBA - O governo da Bolívia rebateu nesta segunda-feira, 8, as críticas da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) sobre um suposto risco para liberdade de imprensa no país. Um porta-voz da presidência de Evo Morales acusou a SIP de apoiar ditaduras na América Latina durante a guerra fria.

"Os membros da SIP, que no passado apoiaram inclusive ditaduras, estão equivocados", disse Ivan Canelas, em entrevista na cidade de Cochabamba.

A SIP alega que a lei contra o racismo, aprovada recentemente pelo Parlamento da Bolívia traz artigos que restringem a liberdade de expressão.

O artigo 16 prevê sanções econômicas e o fechamento de empresas de comunicação que publiquem o que o governo considere ideias racistas.

Segundo o porta-voz, a liberdade de expressão e de imprensa estão garantidas na Bolívia. "Os donos dos meios de comunicação não tratam bem seus empregados. Os empregam quando querem e não lhes pagam benefícios sociais", disse.

Os donos de jornais na Bolívia asseguram ser contra o racismo. Segundo eles, não se opõem à toda a lei, apenas aos artigos que, na visão deles, ameaçam a liberdade de expressão.

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