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Governo brasileiro classifica assassinato de jordaniano como 'atroz'

Em nota emitida pelo Itamaraty, expressa indignação e estende à família e ao povo jordaniano 'suas condolências e solidariedade'

O Estado de S. Paulo

03 de fevereiro de 2015 | 19h31

BRASÍLIA - O governo brasileiro classificou de "atroz" o assassinato do piloto jordaniano Moaz al-Kasasbeh, que foi queimado vivo pelo grupo extremista Estado Islâmico e pede uma ação da comunidade internacional diante do que classificou como "atos de barbárie". As imagens da morte do refém foram divulgadas ontem pelo grupo.

Em nota, o Itamaraty "expressa sua profunda indignação diante do atroz assassinato do piloto" e estende à família e ao povo jordaniano "suas condolências e solidariedade"."No entendimento de que a comunidade internacional não pode ficar indiferente diante de tais atos de barbárie, o Governo brasileiro estende à família do piloto, ao povo e ao Governo da Jordânia suas condolências e sua solidariedade", diz o texto.

O governo brasileiro tem condenado com textos fortes todas os assassinatos praticados pelo EI, especialmente depois das declarações dadas pela presidente Dilma Rousseff, em Nova York, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro de 2014. Em seu discurso, Dilma condenou os atos terroristas mas pediu diálogo da comunidade internacional para que se chegasse a uma solução sem uma intervenção armada. A fala da presidente foi interpretada como um pedido de diálogo com os terroristas, e criou uma saia-justa para a diplomacia brasileira, obrigada a "traduzir" a fala da presidente. 

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