Governo brasileiro evita comentar morte de cubano

O governo brasileiro vai evitar fazer comentários sobre a morte do ativista Orlando Zapata, ocorrida ontem depois de 85 dias de greve de fome em protesto contra o governo cubano. O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, repetiu as palavras do presidente de Cuba, Raul Castro, na entrevista, classificando como lamentável o episódio e acrescentando que "há problemas de direitos humanos no mundo inteiro".

TÂNIA MONTEIRO, ENVIADA ESPECIAL, Agencia Estado

24 de fevereiro de 2010 | 16h02

Mais cedo, quando estava ao lado de Raul Castro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se recusou a fazer qualquer comentário sobre o episódio ao ser questionado pela imprensa sobre a morte de Zapata e sobre problemas de direitos humanos em Cuba. O presidente limitou-se a dizer que falaria mais tarde. A expectativa, no entanto, é que isso não deve ocorrer por causa da preocupação do governo brasileiro em não interferir em assuntos internos de Cuba.

Marco Aurélio Garcia, ao sinalizar essa disposição do governo de não fazer comentários, comentou que o governo já teve problemas em outras viagens do presidente Lula em outros países e, justamente para evitar qualquer tipo de interferência em assuntos internos nos países, é que Lula esquivou-se de responder a pergunta e, em princípio, não planeja se manifestar.

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