Governo brasileiro reforça apoio a Pastrana

O governo brasileiro voltou a enfatizar, nesta segunda-feira, seu apoio à iniciativa do presidente colombiano, Andrés Pastrana, de romper negociações do processo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A decisão, tomada na última quarta-feira, levou o país vizinho a um estado de guerra civil.Em nota divulgada nesta segunda pelo Itamaraty, o governo acentuou que esta disposto a "contribuir" com a retomada do diálogo na Colômbia e condenou o seqüestro da senadora Ingrid Betancourt candidata à sucessão presidencial, pela guerrilha."O presidente Pastrana exerceu sua autoridade constitucional ao suspender o processo de negociação. Merece, portanto, todo o respaldo do Brasil para tal decisão", diz a nota. "O Brasil mantém, por outro lado, sua firme disposição de contribuir no que for possível para a retomada do diálogo na Colômbia e para que a tranquilidade e a paz possam retornar àquela nação irmã", completa.De acordo com a nota, o seqüestro de Betancourt foi recebido com consternação pelo governo brasileiro, que vinha acompanhando o desenrolar da crise colombiana com "especial atenção". "O Brasil condena enfaticamente esse e todos os demais atos de violência cometidos pelas Farc", diz o texto.Na semana passada, os quatro sócios do Mercosul, o Chile e a Bolívia divulgaram nota conjunta de apoio a Pastrana. Com o seqüestro de Betancourt, o governo brasileiro decidiu reforçar sua posição. Desde o rompimento da negociação do processo de paz, a Polícia Federal passou a reforçar o patrulhamento da fronteira do Brasil com a Colômbia. O temor está nas possíveis fugas de guerrilheiros e na transferência de processadores de cocaína para a floresta amazônica do lado brasileiro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.